quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Histórico da Teratogênia


Até a década de trinta, acreditava-se que o feto, encerrado no claustro materno, achava-se totalmente protegido e usava-se, então, o termo barreira placentária, transmitindo a idéia de que não fosse bom e aproveitável, não passaria por ali.

Entretanto, em 1941, Gregg publicou um importante trabalho onde observou e relatou fatos que puderam ser relacionados a um grupo de características em neonatos, cujas mães haviam contraído rubéola no primeiro trimestre de suas gravidezes. Houve um certo sobressalto no meio científico, mas tratava-se de um estado mórbido materno causado por um vírus.

Em 1961, Lenz publicou um importante trabalho onde relatou sua observação sobre o uso de um medicamento então novo, a TALIDOMIDA, e a incidência de focomielia - encurtamento ou agenesia de membros superiores e ou inferiores em vários graus em filhos cujas mães estiveram a esta nova droga, expostas durante a gravidez. Nesta época, jocosamente, trocou-se o termo barreira placentária por peneira placentária, dizendo-se com isso que seria possível passar de tudo pela placenta, em maior ou menor grau.


Conceito de Teratogênia

Agente teratogênico é todo e qualquer agente físico, químico ambiental e estado materno que possam trazer anormalidades morfológicas ou funcionais ao produto da concepção.

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